Azia na gravidez: Como evitar? O que fazer nesse caso? Suas dúvidas respondidas aqui!

A gestação muda totalmente como nosso corpo funciona. Com isso, sintomas que não eram comuns, passam a fazer parte do dia a dia. Infelizmente eles não costumam ser muito agradáveis. Dentro dessa lista, provavelmente você vai se deparar com a azia na gravidez.

A sensação de queimação no esôfago e na garganta incomoda bastante. Isso ainda reflete na qualidade da alimentação, que pode ser afetada por esse mal estar. É importante saber que isso é muito normal quando se espera um bebê. Mas é preciso saber também que há formas de melhorar esse quadro.

Porque ocorre a azia na gravidez?

A azia na gravidez ocorre porque dentro do seu corpo os órgãos começam a ficar com menos espaço devido o aumento do volume uterino.

Conforme o tamanho do útero vai mudando para acompanhar o crescimento do bebê, o estômago é deslocado e comprimido. Isso em conjunto com o relaxamento do esfíncter esofágico, irá causar o famoso refluxo do conteúdo estomacal para o esôfago. A partir disso, provocará a azia.

É importante destacar que conforme a gestação vai progredindo, a azia pode piorar. Quanto mais o bebê cresce, mais aumenta a pressão no aparelho digestivo da mãe.

Quando começa?azia na gravidez

O início da azia na gravidez irá depender de cada mulher. Cada organismo é muito particular, por isso há uma variação.

Na maioria dos casos ela começa lá pela 27° semana e só passa realmente após o nascimento do bebê.

Como evitar essa azia?

Mas é um sintoma certeiro e não há como fugir? Não, a azia na gravidez pode ser evitada ou amenizada com algumas dicas:

  • Evite se deitar logo após comer. Espere pelo menos meia hora, pois a posição totalmente deitada piora os sintomas da azia. Caso haja necessidade de se deitar, opte por deixar o dorso elevado a 30 graus.
  • Na hora de comer também é necessário prestar atenção na posição. Faça suas refeições sempre bem reta para que não haja pressão no seu estômago.
  • Evite passar por momentos de estresse. O emocional pode agravar os sintomas.

Como deve ser a alimentação nesse caso?azia na gravidez

Além de mudar alguns costumes, uma das melhores formas de diminuir a azia é prestando atenção na alimentação.

  • Tente se alimentar de 3 em 3 horas com pequenas porções.
  • Não tome nenhum líquido durante as refeições.
  • Evite tomar refrigerantes, café e bebidas estimulantes.
  • Evite comidas mais pesadas, principalmente a noite.
  • Evite comidas muito gordurosas, condimentadas e frituras.
  • Mastigue bem os alimentos.

Existe remédio caseiro para azia na gravidez?

Existe sim. Algumas receitas caseiras podem ajudar a aliviar a azia e são muito fáceis de fazer.

  • Maçã vermelha e pera

Que tal inserir na sua dietas essas duas frutas deliciosas? Elas ajudam a aliviar a sensação ruim e regular a acidez estomacal.

  • Chá de gengibre

O cházinho é ótimo para aliviar a inflamação no esôfago e diminui as contrações no estômago. Coloque 1 cm de raiz de gengibre e 1 xícara de água para ferver. Desligue, tampe e deixe descansar por 30 minutos. Você pode tomar sempre meia hora antes das refeições.

  • Mostarda

Apesar da mostarda parecer meio ácida, ela é ótima para reduzir o refluxo gástrico. Ingira uma colher quando a azia atacar.

  • Bicarbonato de sódio

Como o gengibre, o bicarbonato reduz a acidez estomacal e a inflamação do esôfago. Coloque uma colher de chá de bicarbonato de sódio em 100 ml de água gelada. Misture bem e tome em goles pequenos.

O que fazer nesse caso?

As dicas acima são algumas formas de evitar a azia na gravidez. As receitinhas caseiras podem ajudar também. Mas caso não adiante, pode ser que seja necessário o uso de algum medicamento. Fale com seu médico sobre os sintomas e veja o que é mais indicado.

É o cabelo do bebê mesmo?

A afirmação parece engraçada, mas muita gente diz que quando dá muita azia, é porque o bebê vai ser muito cabeludo. Isso não é uma certeza absoluta. Mães de bebês que nascem com pouquíssimos cabelo também pode se queixar de azia na gravidez.

Mas, uma pesquisa da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, provou que a teoria faz sentido. No estudo, participaram 64 gestantes. Dentre elas, 28 falaram que tiveram azia de forma moderada/severa. Desse número, 23 dos bebês nasceram bem cabeludos. Já nas gestantes que não reportaram os sintomas da azia, a maioria tiveram bebês mais carequinhas.

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